sábado, 16 de janeiro de 2010

Mentes Inquietas

Quem é que não conhece alguma pessoa que sempre esquece compromissos e datas? desatenta, desorganizada, impulsiva e, até mesmo estabanada?

Ao observá-la percebe-se que ela deseja fazer tanta coisa ao mesmo tempo que não consegue fazer nada. Tem um turbilhão de idéias (boas e ruins) mas não consegue levar nada ao cabo ou por causa do excesso de desorganização ou pelo exagero na dose de energia aplicada ou ambos.
Acho que todo mundo já viu alguém assim... ou pior, talvez você mesmo(a) seja assim.
O fato é que pessoas assim podem ter um problema conhecido como Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). Apesar da nomenclatura, o distúrbio é muito amplo e apresenta uma vasta gama de sintomas.

Pessoas com DDA não são doentes, mas o DDA é um distúrbio que pode causar dificuldades para as pessoas portadoras, principalmente quando jovens. Existem dois tipos de DDA, os hiperativos e os instrospectivos. Ambos os tipos têm algumas características similares e outras tantas características antagônicas.

Os hiperativos são marcados pela energia excessiva gasta em todas as atividades que realizam. Para resumi-los simplisticamente em uma única frase, são os "o mundo não é o bastante": querem fazer de tudo, querem ver de tudo, experimentar de tudo e não se aguentam quietos numa atividade que exige concentração. Na infância, principalmente, é que ocorrem os piores problemas, pois como a criança não consegue se controlar, é tida como mal-criada ou o popular "espoleta".

Os introspectivos são marcados pelo fato de serem muito tranquilos, pois não fazem "zona" como os hiperativos, mas apresentam os sintomas de distração, falta de concentração e "vivem no mundo da lua". Na infância são repreendidas por essas características.

Em comum, os dois tipos vivem com um turbilhão alucinante de idéias, sendo mais externalizados e evidentes no tipo hiperativo, e menos evidentes no tipo introspectivo, pois geralmente os pais não percebem que o filho se perde em meio aos pensamentos.

Ambos os tipos sofrem discriminação que pode levá-los a desenvolver traumas na vida adulta.

Embora essas características possam ser nocivas, em geral, se bem direcionadas, elas podem se mostrar muito úteis.

Existem tratamentos terapêuticos que podem ser acompanhados pelo uso de medicamentos.

Resumindo, o livro é bom como alerta para pais que possam ter filhos com algum tipo de dificuldade na escola, por exemplo, ou até mesmo para descobrir que a própria pessoa tem o distúrbio e procurar auxílio médico.

Eu li o livro faz muito tempo, quando ainda era da Editora Gente. Há uma nova edição, de 2009, pela Editora Fontanar. Abaixo seguem informações de ambas as edições.

Título: Mentes Inquietas
Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva

Editora: Fontanar
Número de páginas: 280
Edição: 1
Ano: 2009
ISBN: 9788573029765

Editora: Gente
Número de páginas: 222
Edição: 15
Ano: 2003
ISBN: 8573124067

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